
Woody Allen tem uma obsessão: provocar desconforto no seu espectador. Mesmo nas suas comédias mais rasgadas o cineasta faz questão de ressaltar a inviabilidade do ser humano. O sonho de Cassandra é um bom exemplo disso.
Numa típica família suburbana londrina, dois irmãos, de bom caráter, mas em situação difícil, pedem ajuda financeira ao tio rico da família. O tio, a princípio, se dispõe a ajudar, mas ele também pede um favor aos sobrinhos, afinal, família é família e todos precisam se ajudar.
O favor pedido pelo tio, porém, é muito maior do que qualquer coisa que os dois irmãos poderiam imaginar. Não pela dificuldade da tarefa, mas porque para o seu cumprimento eles terão que passar por cima de todos os seus limites éticos e, principalmente, de todos os seus medos.
Mas é somente com o pedido atendido que as coisas realmente se complicam. O irmão, digamos, mais intelectualmente limitado se arrepende do que fez e a partir daí cabe a todos os envolvidos na trama provar até que ponto sangue é sangue e negócio é negócio.
Colin Farrell interpreta o irmão arrependido. Sempre com um cigarro no canto da boca e a expressão recorrente de angústia ele é instabilidade em estado puro. O irmão inteligente e, por isso mesmo, frio e calculista é interpretado por Ewan Mcgregor, sem maneirismo e forma bastante intensa também.
Alie à boa interpretação dos atores principais uma música caótica e desesperadora e um roteiro que em momento algum perde o seu compasso rumo à tragédia e o resultado é um grande filme que passou praticamente despercebido pelo público.
Numa típica família suburbana londrina, dois irmãos, de bom caráter, mas em situação difícil, pedem ajuda financeira ao tio rico da família. O tio, a princípio, se dispõe a ajudar, mas ele também pede um favor aos sobrinhos, afinal, família é família e todos precisam se ajudar.
O favor pedido pelo tio, porém, é muito maior do que qualquer coisa que os dois irmãos poderiam imaginar. Não pela dificuldade da tarefa, mas porque para o seu cumprimento eles terão que passar por cima de todos os seus limites éticos e, principalmente, de todos os seus medos.
Mas é somente com o pedido atendido que as coisas realmente se complicam. O irmão, digamos, mais intelectualmente limitado se arrepende do que fez e a partir daí cabe a todos os envolvidos na trama provar até que ponto sangue é sangue e negócio é negócio.
Colin Farrell interpreta o irmão arrependido. Sempre com um cigarro no canto da boca e a expressão recorrente de angústia ele é instabilidade em estado puro. O irmão inteligente e, por isso mesmo, frio e calculista é interpretado por Ewan Mcgregor, sem maneirismo e forma bastante intensa também.
Alie à boa interpretação dos atores principais uma música caótica e desesperadora e um roteiro que em momento algum perde o seu compasso rumo à tragédia e o resultado é um grande filme que passou praticamente despercebido pelo público.
