
A busca pelo significado de
ser o que se é, pelo sentido da existência é o que move o personagem título de
Wall-E. Sozinho no planeta Terra com a missão de compactar o lixo deixado pelos seres humanos, que se encontram numa espécie de “cruzeiro interplanetário” pelo universo, o robô procura uma razão de ser.
E ele vai encontrar essa razão justamente em algo que não lhe é nem um pouco familiar: a humanidade como essência. É colecionando objetos jogados no lixo pelos antigos habitantes do planeta que Wall-E vai formando seu conceito do que é ser
humano. Da fascinação infantil por um cubo mágico, passando pela necessidade utilitária de uma colher até chegar ao prazer puro e simples de estourar as bolhas de um plástico-bolha, a máquina reproduz sensações primárias e básicas que dão sentido a vida.
A descoberta, a admiração, o espanto, a curiosidade e a busca por respostas são algumas das características que fazem o robô ser quem é e, não sem motivo, são as mesmas inquietações dos filósofos de todos os tempos.