quinta-feira, 14 de maio de 2009

Façam suas apostas



E a disputa para o título de melhor Robin Hood já começou. De um lado Kevin Costner do outro Russel Crowe.

Sei não, mas nessas fotos Costner parece que pegou a roupa emprestada de um clipe do Queen dos anos 80 e Crowe parece estar usando sobras do figurino de Gladiador.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Quando saber de nada vale

Presságio apresenta um dilema interessante: de que adianta saber, ter conhecimento que algo terrível está prestes a acontecer se não há como evita-lo?

Nicholas Cage é um cientista que descobre um manuscrito enterrado há meio século. Ao analisar a seqüência dos números escritos no papel, ele descobre as datas das principais tragédias ocorridas nos últimos cinqüenta anos assim como o número de mortos de cada uma.

Mas no manuscrito ainda faltam três eventos que não ocorreram. Dois deles o cientista sabe quando e onde vão ocorrer e mesmo assim não consegue evitar. Quando ele por fim entende o que representa o último registro só resta esperar. É nesse momento em que o filme de fato ganha algum significado. No momento em que nada mais resta a fazer, o conforto e o carinho da família ainda são as coisas que mais importam.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Bigas modernas

Corrida Mortal é pueril como uma volta em alta velocidade por uma pista oval – poucos segundos após o fim já não se recorda de mais nada.

A produção que tem Jason Statham e Joan Allen como protagonistas, porém, tem cá e lá algumas virtudes. Entre elas está um punhado de cenas de ação muito bem arquitetadas. Os pegas são bacanas e os acidentes melhores ainda.

Outro ponto positivo do filme é colocar Statham num papel que passa longe dos sopapos que são sua marca registrada. É claro que vez por outra alguém acaba com um osso quebrado ou um dente arrancado, mas Statham se concentra em parecer um ex-piloto de carros preso injustamente e que encontra nas corridas uma forma de sair da cadeia e encontrar sua filha.

O filme vale por tornar crível que um esporte praticado por detentos, dentro de um presídio de segurança máxima, transmitido ao vivo para o mundo inteiro por mais de cem câmeras possa entreter tanto quanto uma copa do mundo. Ver homens que não tem nada a perder lutando em bigas modernas por sua liberdade nos remete à Roma antiga, na qual os gladiadores já entretinham as pessoas matando, morrendo ou, na maioria das vezes, fazendo as duas coisas.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Humano, demasiado humano

A busca pelo significado de ser o que se é, pelo sentido da existência é o que move o personagem título de Wall-E. Sozinho no planeta Terra com a missão de compactar o lixo deixado pelos seres humanos, que se encontram numa espécie de “cruzeiro interplanetário” pelo universo, o robô procura uma razão de ser.

E ele vai encontrar essa razão justamente em algo que não lhe é nem um pouco familiar: a humanidade como essência. É colecionando objetos jogados no lixo pelos antigos habitantes do planeta que Wall-E vai formando seu conceito do que é ser humano. Da fascinação infantil por um cubo mágico, passando pela necessidade utilitária de uma colher até chegar ao prazer puro e simples de estourar as bolhas de um plástico-bolha, a máquina reproduz sensações primárias e básicas que dão sentido a vida.

A descoberta, a admiração, o espanto, a curiosidade e a busca por respostas são algumas das características que fazem o robô ser quem é e, não sem motivo, são as mesmas inquietações dos filósofos de todos os tempos.