
Filmes que me causam alguma estranheza são os meus favoritos. Não é corriqueiro, mas vez por outra tenho a sorte de me deparar com esse tipo de produção que acende uma espécie de faísca interna e ilumina lugares que insistem em permanecer sombrios.
Sete Vidas me causou uma profunda estranheza, mas confesso que não sei exatamente se gostei do filme ou não. A tentativa de reeditar a parceira entre Will Smith e Gabriele Muccino, que se transformou no sucesso de crítica e público chamado A procura da felicidade, ficou anos luz da primeira empreitada.
A procura da felicidade era um filme motivador, uma história de auto-ajuda filmada em 24 quadros por segundo. Sete Vidas é exatamente o contrário, é uma história de autodestruição. Já nos primeiros segundos do filme o personagem interpretado por Smith anuncia que vai se suicidar e, por alguma razão, o espectador desde já tem a certeza de que isso vai acontecer.
O que segue ao anúncio do suicídio é um embaralhado de sequências que mostram as tentativas do personagem de Smith em melhorar a vida de algumas pessoas aparentemente sem ligação umas com as outras. Misturando alguns flashbacks e momentos de alucinação, o filme vai aos poucos elucidando porque motivo o personagem quer tanto ajudar essas pessoas. A principal falha do roteiro é que isso acontece aos poucos mesmo. Demora muito para o espectador entender os motivos por trás do desejo desesperado do personagem de Smith em ajudar esses próximos tão distantes dele. Quando enfim o motivo é revelado, todos já sabem.
Muitas das qualidades do filme, porém, residem exatamente no fato de ele ser um pouco desagradável. O tema é sombrio, a abordagem é dura, o final é um dos mais depressivos da história recente do cinema e as imagens são imperfeitas, trêmulas e deslocadas como a vida do personagem principal.
A atuação de Smith também deixa a desejar. Seu personagem parece sempre carregar um peso maior do que sua força e o risinho forçado que não sai dos lábios do astro também em nada colabora para melhorar seu desempenho.
Gabriele Muccino, por sua vez, quis fazer algo extremamente diferente do seu primeiro encontro com Smith e conseguiu, mas não deveria. A segurança e a cumplicidade entre diretor e ator na primeira parceira virou uma obsessão em fazer uma obra densa e profunda.
Uma das melhores sequencias acontece quando Smith leva o cachorro da personagem de Rosario Dawson para passear e mal consegue segura-lo pela coleira. Algo bastante curioso que num drama o destaque fique por conta de uma cena de comédia pastelão.
Sete Vidas me causou uma profunda estranheza, mas confesso que não sei exatamente se gostei do filme ou não. A tentativa de reeditar a parceira entre Will Smith e Gabriele Muccino, que se transformou no sucesso de crítica e público chamado A procura da felicidade, ficou anos luz da primeira empreitada.
A procura da felicidade era um filme motivador, uma história de auto-ajuda filmada em 24 quadros por segundo. Sete Vidas é exatamente o contrário, é uma história de autodestruição. Já nos primeiros segundos do filme o personagem interpretado por Smith anuncia que vai se suicidar e, por alguma razão, o espectador desde já tem a certeza de que isso vai acontecer.
O que segue ao anúncio do suicídio é um embaralhado de sequências que mostram as tentativas do personagem de Smith em melhorar a vida de algumas pessoas aparentemente sem ligação umas com as outras. Misturando alguns flashbacks e momentos de alucinação, o filme vai aos poucos elucidando porque motivo o personagem quer tanto ajudar essas pessoas. A principal falha do roteiro é que isso acontece aos poucos mesmo. Demora muito para o espectador entender os motivos por trás do desejo desesperado do personagem de Smith em ajudar esses próximos tão distantes dele. Quando enfim o motivo é revelado, todos já sabem.
Muitas das qualidades do filme, porém, residem exatamente no fato de ele ser um pouco desagradável. O tema é sombrio, a abordagem é dura, o final é um dos mais depressivos da história recente do cinema e as imagens são imperfeitas, trêmulas e deslocadas como a vida do personagem principal.
A atuação de Smith também deixa a desejar. Seu personagem parece sempre carregar um peso maior do que sua força e o risinho forçado que não sai dos lábios do astro também em nada colabora para melhorar seu desempenho.
Gabriele Muccino, por sua vez, quis fazer algo extremamente diferente do seu primeiro encontro com Smith e conseguiu, mas não deveria. A segurança e a cumplicidade entre diretor e ator na primeira parceira virou uma obsessão em fazer uma obra densa e profunda.
Uma das melhores sequencias acontece quando Smith leva o cachorro da personagem de Rosario Dawson para passear e mal consegue segura-lo pela coleira. Algo bastante curioso que num drama o destaque fique por conta de uma cena de comédia pastelão.
