sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Princesa Eterna


Dia desses, assistindo a um Woody Allen antigo, me deparei com uma fisionomia familiar. A face arredondada, os traços curvilíneos e a voz suave me despertaram lembranças de um tempo, que assim como todo o tempo, não volta mais.

Só nos créditos finais é que fui me dar conta que era Carrie Fisher a dona do rosto que me despertara atenção.

Se o nome de Carrie Fischer não consta em todas as enciclopédias de cinema, sua imagem com certeza sim. Afinal é ela a princesa rebelde e heroína que tenta derrotar o império intergaláctico na trilogia clássica de Guerra nas Estrelas.

E é o que para sempre ela será, ao menos para mim: uma eterna princesa.

Save the Princess!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O valor de um euro


Uma das coisas que os cineastas franceses não cansam de comprovar é que é possível fazer cinema americano mesmo estando separado por um oceano da terra do Tio Sam. Luc Besson que o diga.

Apesar da fotografia requintada, de algumas boas sacadas no roteiro e do charme natural das ruas parisienses não há como assistir ao filme Amar... Não tem preço sem pensar nas comédias românticas americanas que lotam as prateleiras das locadoras.

Audrey Tautou é Irène, uma oportunista de bom coração que se apaixona por Jean, um garçom atrapalhado vivido pelo ator Gad Elmaleh. O casal é convincente nas interpretações, mas isso é pouco para segurar o filme.

Vale pela beleza de Audrey, deslumbrante nos vestidos Chanel, e pela seqüência que mostra que o valor de um euro é muito maior do que se pode imaginar.

Filosofia infernal


Conheci Hellboy pelo caminho natural: primeiro através das páginas de “O Verme Vencedor” de Mike Mignola e depois nos quadros registrados por Guilhermo del Toro. E confesso que me surpreendi positivamente nos dois casos.

A mitologia em torno do personagem é bem construída e, no meu entendimento, é filosofia pura. E explico o por quê. Se para um ser humano questionamentos como quem eu sou, de onde venho e para onde vou são motivos para grande perturbação, imagina para um ser todo vermelho que raspas os chifres da testa para ficar mais bonito e tem uma das mãos maior de que uma luva de boxe.


O garoto do inferno é um brutamonte, uma máquina de destruição, mas também é um cara sensível: gosta de gatos e se comporta como um adolescente quando está perto da namorada. Contraditório, mas honesto com seus sentimentos, ele tem a consciência que tem uma missão para cumprir, muito embora, às vezes, não saiba exatamente qual é essa missão.


Hellboy é infernal e, exatamente por isso, é profundamente humano.