quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Substituição
Caso a vaga de Severo Snape ainda esteja aberta, eis uma boa opção, mesmo que sua metodologia de trabalho não seja das mais ortodoxas.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Demasiado humanos
Uma das grandes sacadas dos três primeiros filmes da franquia A Era do Gelo foi retratar os seus protagonistas da forma como eles realmente eram, como animais. Embora o comportamento do mamute Manny, do tigre Diego e da preguiça Sid fossem inspirados nos sentimentos humanos, que valorizam amizade e lealdade em detrimento do invididualismo, eles eram seres selvagens que viviam em busca do mais primitivo dos instintos: o da sobrevivência.
Infelizmente isso não acontece nesta quarta parte da saga glacial. Após um acidente geográfico promovido pelo esquilo Scrat, divertido como sempre, os três amigos pré-históricos se vêem à deriva numa placa de gelo e vão ter que lutar como nunca para voltar para casa e reencontrar aqueles que amam.
É justamente nessa batalha de volta ao lar que o filme perde em intensidade e conteúdo. Ao enfrentar piratas que parecem seguidores de Jack Sparrow e precisando entender e aceitar ainda mais as falhas e defeitos uns dos outros, o que inclui a avô de Sid que consegue ser ainda mais insana e engraçada que o neto, os três amigos se tornam demasiado humanos.
O história do filme, essencialmente, gira em torno do amor pela família e não existe sentimento mais humano que este. Mas ao reproduzir fielmente o modus operandi humano, os heróis gelados perdem sua identidade selvagem e, ao se descaracterizar, deixam de ser forças da natureza o que, em essência, era o que os definia. A Era do Gelo 4 é o filme mais fraco da franquia, embora a empatia entre os personagens e a simpatia que o público sente por suas aventuras cresça a cada nova produção.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Idílico ou etílico?
Já faz algum tempo que vi Despedida em Las Vegas, filme no qual Nicholas Cage interpreta um sujeito que vai para a terra do jogo beber até morrer.
Recentemente fiquei pensando: será que o destino dele foi idílico ou etílico?
Mesmo não sabendo a resposta, de uma coisa tenho certeza: é um grande vale que vale a pena assitir o quanto mais sóbrio possível, com o perdão do infame trocadilho.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Jornada inversa
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Clássico oitentista
Faz tempo - naquela época John McClane ainda tinha cabelo.
Imagem tirada do site: www.dailycool.net.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Mães são de Marte, filhos são da Terra

Desde a aurora humana aqueles que têm o dom das artes e das ciências buscam entender e explicar o que é o amor. E entre todas as suas manifestações, uma das mais belas e comoventes, e em muitos casos unilateral, é o amor da mãe pelo filho. O sentimento entre mãe e filho se aproxima do conceito grego de ágape, que é o amor incondicional, divino, que só se completa quando vontade, pensamento e sacrifício se encontram.
É, em essência, sobre esse sentimento que se trata a animação dos estúdios Disney Marte precisa de mães. Baseado no livro de Berkeley Breathed, o filme conta a história do garoto Milo que, ao ver sua mãe sendo raptada por alienígenas, acaba entrando na nave e viajando até Marte. Chegando ao planeta vermelho ele faz amizade com uma marciana e com um astronauta que parece ter perdido o juízo e vai empreender a jornada mais incrível da sua vida.
O título do filme define o motivo pelo qual a mãe de Milo é raptada. Na sociedade marciana homens e mulheres vivem separados. Enquanto as mulheres vivem em ambiente de alta tecnologia comandando o planeta, os homens vivem no submundo, em meio ao caos e ao lixo. Como as mulheres marcianas não podem, ou não conseguem cuidar de seus filhos, elas raptam mães humanas e sugam suas habilidades transferindo-as à babás robóticas. Parece meio confuso, mas a história flui com naturalidade.
A animação, que foi realizada pelo processo de captura de movimento e contou com a colaboração de Robert Zemeckis, responsável por filmes como Forrest Gump e a trilogia De volta para o futuro, foi um absoluto fracasso de público e recebeu muitas críticas negativas. Algo injusto em minha opinião. O filme tem boas cenas de ação, personagens atraentes e reflete, ainda que superficialmente, sobre o feminismo e o papel da família tradicional no desenvolvimento da sociedade enquanto instituição.
Não menos atraente é o fato de uma animação infantil abordar um dos conceitos mais difíceis da física: o buraco de minhoca. Pode ser que ao final do filme o expectador continue sem entender nada sobre o buraco de minhoca, mais sobre o amor com certeza aprenderá alguma coisa.






