
Conheci Hellboy pelo caminho natural: primeiro através das páginas de “O Verme Vencedor” de Mike Mignola e depois nos quadros registrados por Guilhermo del Toro. E confesso que me surpreendi positivamente nos dois casos.
A mitologia em torno do personagem é bem construída e, no meu entendimento, é filosofia pura. E explico o por quê. Se para um ser humano questionamentos como quem eu sou, de onde venho e para onde vou são motivos para grande perturbação, imagina para um ser todo vermelho que raspas os chifres da testa para ficar mais bonito e tem uma das mãos maior de que uma luva de boxe.
O garoto do inferno é um brutamonte, uma máquina de destruição, mas também é um cara sensível: gosta de gatos e se comporta como um adolescente quando está perto da namorada. Contraditório, mas honesto com seus sentimentos, ele tem a consciência que tem uma missão para cumprir, muito embora, às vezes, não saiba exatamente qual é essa missão.
Hellboy é infernal e, exatamente por isso, é profundamente humano.
Um comentário:
Guilhermo del Toro e Tim Burton são os dois únicos cineastas que entenderam o que é fazer um filme de HQ.
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