Após o término da projeção de Quem quer ser um milionário cheguei a uma conclusão, digamos, um pouco óbvia: todas as histórias são de amor.É certo que o filme de Danny Boyle levanta assuntos instigantes como as condições subumanas de vida de grande parte da população mundial, a falta de perspectiva de uma, ou de muitas, gerações, a força do capitalismo selvagem que derruba o que se meter na sua frente, a intolerância religiosa injustificada ou a imprevisibilidade do destino, mas no fundo o filme é uma história de amor.
E seguindo a cartilha de Romeu e Julieta, que se tornou universal exatamente por sua demasiada simplicidade, Quem quer ser um milionário conta a história de Jamal Malik um indiano que, ainda criança, conhece Latika. É a impossibilidade do amor dos dois que faz Jamal procurar a vida inteira pela moça.
Sem saber como encontra-la, Jamal se inscreve num programa de televisão, estilo Show do Milhão, na esperança de que a Latika assista. Partindo dessa premissa o filme conta um pouco da história de vida do assistente de telemarketing que está prestes a ganhar o maior prêmio da TV mundial. E nessa história sentimentos como amor, amizade, raiva, ódio, desespero, esperança, frustração, felicidade e loucura acompanham Jamal até o momento da resposta decisiva que pode transformar o garoto favelado num jovem milionário.
Esqueça toda essa história de que o filme ganhou Oscar, de que é imperdível e coisa e tal e vá ao cinema assistir uma boa história que, além de imperdível, também ganhou o Oscar de melhor filme.
Um comentário:
gostei muito do filme
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