quarta-feira, 10 de junho de 2009

Um Cão Andaluz numa quarta-feira

Uma das mais divertidas histórias que cercam Um Cão Andaluz é a de que, no dia da primeira exibição do filme para uma platéia de intelectuais, Luis Buñel teria levado nos bolsos da calça algumas pedras para revidar um possível ataque da platéia.

Naquela ocasião as pedras não precisaram sair do bolso de Buñel, mas o filme provocou reações indignadas em muitos locais em que foi exibido.

O grande barato da produção de 17 minutos, talvez os 17 minutos mais discutidos do cinema mundial, é que a lógica do filme é exatamente não ter lógica nenhuma. As cenas que vão se sucedendo não apresentam linearidade de tempo, personagens ou cenários, mesmo porque essa era a intenção.

Uma descrição possível para o filme é que ele é composto por um punhado de sonhos filmados, descrição essa do próprio Buñel. Tenho pra mim que não. Acho que é o contrário. O filme não é formado por sonhos, os sonhos é que são formados por pequenos filmes. Se você achou esse comentário surreal, vá assistir ao filme. Mesmo que seja numa quarta-feira.

Um comentário:

Evandro Duarte disse...

E o mais legal é que não aparece cão nenhum durante o filme.