terça-feira, 25 de agosto de 2009

Brincadeira de criança

G.I. Joe – A origem de Cobra é aquele tipo de filme que insiste em colocar o futuro do cinema em cheque. Ao mesmo tempo em que é tecnicamente brilhante, é também de uma superficialidade grotesca.

Todas as seqüências de ação, em especial a queda da Torre Eiffel, são visualmente arrebatadoras, porém, os personagens embaixo dos uniformes em nenhum momento conseguem se humanizar ou exprimir qualquer tipo de sentimento. Parodiando o Capitão Nascimento e sua tropa de elite, para os Joes missão dada é missão cumprida. E nada mais.

Os flashbacks que mostram a rivalidade entre os irmãos ninjas ou o fim do romance que tinha tudo para ser um conto de fadas, só reforçam a fragilidade com que as personagens foram construídas. A produção do filme certamente levou mais tempo criando a aerodinâmica dos aviões do que dando razões e motivações aos seus heróis.

Em alguns momentos, como a seqüência em que no meio do deserto um buraco se abre e revela uma base secreta, minha infância voltou com força total – quando eu era criança meus Comandos em Ação também enfrentavam aventuras fantásticas.

G.I. Joe é intenso, magnético e emocionante como as brincadeiras infantis e, assim como elas, desaparece por completo quando se acende a luz.

2 comentários:

Evandro Duarte disse...

Diversão escapista pouca é bobagem. Depois de "Procurado" com seus tiros em curva qualquer "viagem" é permitida.

Valdecy Alves disse...

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