A tentativa de explicar algo que ninguém tinha o menor interesse em saber tornou Highlander II – A ressurreição um dos filmes mais bizonhos e constrangedores dos últimos 20 anos. Ninguém estava interessado nas origens de Connor MacLeod ou o porquê dele ser imortal, o que queríamos era vê-lo cortando mais e mais cabeças.O diretor Doug Liman, ao que parece, não assistiu a continuação da aventura do guerreiro imortal e, se assistiu, não aprendeu nada. Seu último filme, Jumper, peca exatamente pelo mesmo motivo: se propor a explicar algo que não interessa a ninguém.
Os jumpers são mutantes que tem o poder de se tele transportar. Ir instantaneamente de Paris a Tóquio ou do alto da esfinge para ao Big Ben faz parte da rotina deles.
Enquanto o filme se limita a mostrar as aventuras desses saltadores do espaço e do grupo que os caça, tudo vai bem. A ação quase ininterrupta é recheada de efeitos especiais bacanas. Quando as explicações sobre a origem da organização dos caçadores, chamados “paladinos”, começam é que a mistura desanda. Com referências a Idade Média e a dogmas religiosos as explicações não convencem e o roteiro deixa mais pontos soltos do que amarrados.
Com uma premissa bastante interessante e um diretor arrojado e inovador, Jumper podia ser muito melhor e mais divertido. Mas a inventividade do filme, assim como seu personagem título, parece desaparecer de uma hora para outra, sem deixar vestígios.
2 comentários:
Como eu disse, é basicamente um Harry Potter só de aparatação.
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