Ridley Scott anda com maestria na linha tênue que separa as obras de arte das criações bizarras. Com uma média expressiva de um filme a cada ano e meio, o cineasta vem se equilibrando como pode nesta corda bamba. Gladiador, o filme, pertence à primeira categoria.
Uma das muitas histórias que ronda a produção é a de que Scott teria ligado para prefeitos de várias cidades e perguntado: “Ei, por acaso vocês tem uma floresta inteira para queimar?” Quem assistiu a batalha inicial do filme vai entender porque era necessário queimar uma floresta inteira.
Apesar do sangue espirrado na tela em doses generosas, o tema do filme não é violência e sim outro, digamos, mais prosaico: a fé. Duvida? Segue a relação dos personagens e de suas crenças.
Maximus (o Gladiador): O general que se tornou escravo e depois gladiador acredita que a violência expressa nos campos de batalha é justificável se trazer a paz e possibilitar o seu retorno para os braços da mulher amada.
Marcus Aurelius (o Imperador Traído): O imperador romano crê que seu melhor general possa se tornar o líder que Roma precisa, mesmo que isso implique em jogar o filho, herdeiro natural do trono, para escanteio.
Commodus (o Filho Invejoso): Commodus é dos personagens aquele que tem mais fé. Ele acredita com convicção ser o melhor para o povo romano. Panis et circense, na sua nebulosa compreensão, é a nova tábua de salvação.
Juba (o Amigo Fiel): Juba é o prisioneiro que se torna amigo do solitário gladiador. Ao seu lado Maximus vai entender que a fé nas pessoas é possível, como aquela que Juba tem de um dia rever sua família.
Proximo (o Mercador Boa Gente): Proximo ganha vida com a morte das pessoas, seu estilo de vida é sustentado pela dor alheia, mas mesmo assim o negociante tem bom coração. Sua esperança é de honrar o homem que lhe deu a liberdade, justamente o imperador deposto.
Ridley Scott (O Diretor Esperançoso): Com uma história que tinha tudo para cair na pieguice do herói solitário contra o mundo de injustiça, Scott faz um filme bem amarrado e coeso. As batalhas internas dos personagens são maiores que as travadas com lanças, escudos, cavalos e tigres. Uma das melhores frases do filme é dita pelo então general Maximus que grita em frente aos seus melhores homens: “O que fazemos em vida ecoa por toda a eternidade.” Ridley Scott sabia disso e tratou de fazer um bom filme.
Uma das muitas histórias que ronda a produção é a de que Scott teria ligado para prefeitos de várias cidades e perguntado: “Ei, por acaso vocês tem uma floresta inteira para queimar?” Quem assistiu a batalha inicial do filme vai entender porque era necessário queimar uma floresta inteira.
Apesar do sangue espirrado na tela em doses generosas, o tema do filme não é violência e sim outro, digamos, mais prosaico: a fé. Duvida? Segue a relação dos personagens e de suas crenças.
Maximus (o Gladiador): O general que se tornou escravo e depois gladiador acredita que a violência expressa nos campos de batalha é justificável se trazer a paz e possibilitar o seu retorno para os braços da mulher amada.
Marcus Aurelius (o Imperador Traído): O imperador romano crê que seu melhor general possa se tornar o líder que Roma precisa, mesmo que isso implique em jogar o filho, herdeiro natural do trono, para escanteio.
Commodus (o Filho Invejoso): Commodus é dos personagens aquele que tem mais fé. Ele acredita com convicção ser o melhor para o povo romano. Panis et circense, na sua nebulosa compreensão, é a nova tábua de salvação.
Juba (o Amigo Fiel): Juba é o prisioneiro que se torna amigo do solitário gladiador. Ao seu lado Maximus vai entender que a fé nas pessoas é possível, como aquela que Juba tem de um dia rever sua família.
Proximo (o Mercador Boa Gente): Proximo ganha vida com a morte das pessoas, seu estilo de vida é sustentado pela dor alheia, mas mesmo assim o negociante tem bom coração. Sua esperança é de honrar o homem que lhe deu a liberdade, justamente o imperador deposto.
Ridley Scott (O Diretor Esperançoso): Com uma história que tinha tudo para cair na pieguice do herói solitário contra o mundo de injustiça, Scott faz um filme bem amarrado e coeso. As batalhas internas dos personagens são maiores que as travadas com lanças, escudos, cavalos e tigres. Uma das melhores frases do filme é dita pelo então general Maximus que grita em frente aos seus melhores homens: “O que fazemos em vida ecoa por toda a eternidade.” Ridley Scott sabia disso e tratou de fazer um bom filme.
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