O policial John McClane ficou famoso por ser a pessoa certa no lugar errado. Os filmes da série Duro de Matar, protagonizados por Bruce Willis, em especial o primeiro dos quatro, giram exatamente em torno desse mote.De certa maneira é isso também que acaba ocorrendo com o simpático urso Po, só que ao contrário: ele é a pessoa errada no lugar certo. Falar da excelência gráfica de Kung Fu Panda ou do moralismo disfarçado de mensagem edificando presente na maioria das animações americanas é chover no molhado. Mas essa produção apresenta algo diferente, ela flerta com a inevitabilidade do destino.
Além da evidente transformação do protagonista, que de um simples cozinheiro se torna um lendário guerreiro, a fuga da prisão do vilão só acontece por um motivo simples, porque tinha que acontecer. Mas isso não se trata de previsão ou adivinhação, a fuga só ocorre com a chegada do mensageiro que justamente tinha a missão de solicitar um reforço à guarda do bandido prisioneiro. Provando que uma ação impossível só se torna possível no momento em que se faz tudo para impedi-la.
Além do treinamento do Panda no melhor estilo Rocky Balboa, em Kung Fu Panda, pela primeira vez desde Forrest Gump, uma pena tem importância decisiva nos acontecimentos. Filme bacana.
Um comentário:
É divertido porque é rápido.
Panda não é tão cativante quanto seu companheiro de Dreamworks, o ogro Shrek, mas tem pontos positivos por reciclar a fórmula da Disney (vide: http://quaseumrickblaine.blogspot.com/2009/01/velhas-frmulas-novas.html).
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