Logo nas primeiras linhas de Crônica de uma morte anunciada o escritor Gabriel Garcia Marques conta que Santiago Nasar, personagem central da trama, vai morrer. Não se criam expectativas, suposições ou divagações – a morte é certa, inevitável e inescapável.Essa certeza da morte iminente também acompanha o expectador de Operação Valquíria. Mas, mais do que no expectador, essa convicção trágica está presente em todas as personagens centrais do filme, a começar pelo coronel Claus von Stauffenberg, papel de Tom Cruise.
Stauffenberg, lidera um grupo de militares do alto escalão do exército alemão num audacioso plano para matar Hitler. A II Guerra Mundial está acabando e os militares traidores acreditam que, com Hitler fora da jogada, a redenção da Alemanha possa ser negociada mais pacificamente e, dessa forma, a Europa inteira não seja destruída pelos confrontos.
Mas qual é a graça de ver um filme sabendo o final? Essa pergunta o diretor Bryan Singer responde com competência. O filme é um suspense do início ao fim, principalmente quando o atentado é executado e os militares renegados não tem certeza da morte do líder nazista. A edição rápida que Singer emprega ao filme faz que, mesmo o expectador que já conhece o fim da história, passe a questionar se Hitler está morto ou vivo.
Kenneth Branagh, Tom Wilkinson e Terence Stamp dão o suporte necessário para que o astro de Top Gun seja o centro das atenções. Numa atuação contida, Cruise faz jus a figura emblemática e idealista do coronel Stauffenberg, um militar que provou que nem todos os soldados alemães eram nazista.
Um comentário:
Venda no olho...
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