Quando os filmes de Ridley Scot não fazem sucesso junto ao público, junto à crítica, ou junto a ambos, só resta ao cineasta culpar uma pessoa: ele mesmo. Afinal de contas, espera-se que alguém que antecipou o futuro com Blade Runner e resgatou a história com Gladiador supere-se a cada filme. Infelizmente isso não acontece.Rede de Mentiras é um desses casos. O filme é ágil, bem dirigido e ainda melhor editado. O roteiro é bom e as personagens expressam alguma profundidade dramática, mérito mais dos coadjuvantes do que dos atores principais.
No filme Leonardo DiCaprio é um espião de campo que atua no oriente médio enquanto Russel Crowe é um agente que trabalha no quartel-general da CIA. A relação conflituosa entre os dois e os pontos de vistas antagônicos das personagens centrais é que dão tom ao filme. Crowe é a América clássica e DiCaprio o país que tenta se adaptar aos novos tempos. Enquanto um quer evitar mortes desnecessárias, o outro acredita que para os objetivos serem alcançados, não importa o número de perdas.
O diretor tinha em mãos um argumento para fazer um filme político, mas se restringiu a fazer um agitado filme de ação. Muito pouco para Scott.
Um comentário:
Imagina então "Um bom ano"...
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